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GOIÁS – GOIÂNIA

Histórico

A história de Goiânia começa com as primeiras ideias de mudança da Capital em 1753, proposta pelo, então governador da Província de Goiás, Dom Marcos de Noronha, que ambicionava transferir a capital de Vila Boa para a atual Pirenópolis.

Em 1830, o Marechal de Campo Miguel Lino de Morais, segundo governador de Goiás Império, propôs a mudança da Capital para a região do Tocantins, próximo de Niquelândia. A Capital de Goiás, no início do século XIX, convivia com a estagnação econômica, provocada pelo término do ciclo do ouro na região.

Outro governador da província de Goiás, José Vieira Couto de Magalhães, retoma o assunto em 1863, exposto em seu livro Primeira Viagem ao Rio Araguaia. Temos decaído desde que a indústria do ouro desapareceu. Ora, a situação de Goiás era aurífera. Hoje, porém, está demonstrado que a criação do gado e agricultura valem mais do que quanta mina de ouro há. Continuar a capital aqui, é condenar-nos a morrer de inanição, assim como morreu a indústria que indicou a escolha deste lugar.

A discussão sobre a necessidade de mudança da capital prosseguiu. A constituição do Estado de 1891, inclusive sua reforma de 1898 e a de 1918, previa taxativamente a transferência da sede do governo, havendo disposto esta última em seu Artigo 5º: A cidade de Goiás continuará a ser a capital do estado, enquanto outra coisa não liberar o Congresso. Mas foi somente com o advento da revolução de 30, em 1933, que o interventor Federal, Pedro Ludovico Teixeira, tomou providências a respeito da edificação da cidade, tornando realidade um sonho que já durava 180 anos.

O objetivo político Pedro Ludovico Teixeira seguiu em conformidade com a Marcha para o Oeste, movimento criado pelo governo de Getúlio Vargas para acelerar o progresso e a ocupação do Centro-Oeste incentivando as pessoas a migrarem para o centro do país, onde havia muitas terras desocupadas. A implantação de tal projeto só seria possível com a garantia de uma infraestrutura básica ligando o Centro-Oeste ao Sul do País. As medidas adotadas pelo interventor foram: a mudança da capital, construção de estradas internas e a reforma agrária.

Criou-se, em 20 de dezembro de 1932, uma comissão encarregada de escolher o local no qual seria construída a nova capital. O relatório da comissão apontou um sítio nas proximidades do povoado de Campinas, local do atual bairro de Campinas, como lugar ideal para a edificação da futura capital.

Em 6 de julho do ano seguinte, Pedro Ludovico baixou um decreto, encarregando o urbanista Atílio Corrêia Lima da elaboração do projeto da nova capital. Outro urbanista, Armando de Godói, formado na Suíça e na França de onde acabara de voltar, reformula o antigo projeto, inserindo o parcelamento do Setor Oeste e fortes mudanças no arruamento do Setor Sul. Em 1935, Armando assina o plano diretor da cidade.

A pedra fundamental da cidade de Goiânia foi lançada em 24 de outubro de 1933 por Pedro Ludovico Teixeira, como homenagem aos 3 anos do início da Revolução de 1930, em pleno altiplano, onde se encontra atualmente o Palácio das Esmeraldas, na Praça Cívica. O local foi determinado pelo urbanista Atílio Corrêia Lima.

Gentílico: goianiense

Formação Administrativa

Elevado à categoria de município com a denominação de Goiânia, criado com territórios dos extintos municípios de Campinas e Hidrolândia, pelo Decreto Estadual n.º 327, de 02-08-1935, desmembrado dos municípios de Anápolis, Bela Vista de Goiás e Trindade. Sede na Cidade de Goiás. Constituído de 3 distritos: Goiás, Campinas e Hidrolândia. Instalado em 13-12-1935.

A cidade de Goiânia ficou localizada em território do antigo município de Campinas.

Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937, o município aparece constituído de 6 distritos: Goiânia, Campinas, Aparecida, Hidrolândia, São Geraldo e São Sebastião do Ribeirão.

Pelo Decreto Estadual n.º 1.816, de 23-03-1937, transfere a capital do estado do município de Goiás para a Goiânia.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 557, de 30 de março de 1938, o distrito de São Sebastião do Ribeirão passou a denominar-se simplesmente Ribeirão. Sob a mesma Lei é extinto o distrito de Campinas, sendo seu território anexado ao município de Goiânia, como simples zona administrativa.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.233, de 31-10-1938, o município teve seu território acrescido pelo território do extinto município de Trindade. Sob a mesma Lei é extinto o distrito de Aparecida, sendo seu território anexado ao distrito sede de Goiânia.

No quadro fixado para vigorar no período de 1939-1943, o município é constituído de 5 distritos: Goiânia (Capital), Hidrolândia, Ribeirão, São Geraldo e Trindade.

Pelo Decreto-lei Estadual n.º 8.305, de 31-12-1943, é desmembrado do município de Goiânia o distrito de Trindade. Elevado à categoria de município. Sob a mesma Lei, o distrito de Hidrolândia passou a denominar-se Grimpas, São Geraldo a chamar-se Goianira e Ribeirão tomou a denominação de Guapó.

Pela Lei Estadual n.º 171, de 08-10-1948, é desmembrado do município de Goiânia o distrito de Guapó. Elevado à categoria de município.

Pela Lei Estadual n.º 223, de 05-10-1948, é desmembrado do município de Goiânia o distrito de Grimpas elevado à categoria de município com a denominação de Hidrolândia.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1950, o município é constituído de 2 distritos: Goiânia e Goianira.

Pela Lei Municipal n.º 239, de 31-03-1953 é criado o distrito de Senador Canedo (ex-povoado), desmembrado do distrito sede de Goiânia e anexado ao município de Goiânia.

Pela Lei Estadual n.º 2.363, de 09-12-1958, é desmembrado do município de Goiânia o distrito de Goianira. Elevado à categoria de município.

Em divisão territorial datada de 1-VII-1960, o município é constituído de 2 distritos: Goiânia e Senador Canedo.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 1-VII-1983.

Pela Lei Estadual n.º 10.435, de 09-01-1988, é desmembrado do município de Goiânia o distrito de Senador Canedo. Elevado à categoria de município.

Pelo Decreto n.º 666, de 05-06-1990, é criado o distrito de Abadia de Goiás e anexado ao município de Goiânia.

Em divisão territorial datada de 1-VI-1995, o município é constituído de 2 distritos: Goiânia e Abadia de Goiás.

Pela Lei Estadual n.º 12.799, de 27-12-1995, é desmembrado do município de Goiânia o distrito de Abadia de Goiás.

Elevado à categoria de município.

Pela Lei n.º de 7.257, de 17-11-1993, é criado o distrito de Vila Rica e anexado ao município de Goiânia.

Em divisão territorial datada de 2003, o município é constituído de 2 distritos: Goiânia e Vila Rica.

Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2007.

Síntese das Informações

Capital Goiânia
População estimada 2015 6.610.681
População 2010 6.003.788
Área (km²) 340.111,376
Densidade demográfica (hab/km²) 17,65
Rendimento nominal mensal domiciliar per capita da população residente 2014 (Reais)(1) 1.031
Número de Municípios 246
Área da unidade territorial 729,018 km²
Estabelecimentos de Saúde SUS 327 estabelecimentos
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – 2010 (IDHM 2010) 0,799  
Matrícula – Ensino fundamental – 2012 172.744 matrículas
Matrícula – Ensino médio – 2012 62.813 matrículas
Número de unidades locais 63.408 unidades
Pessoal ocupado total 690.377 pessoas
PIB per capita a preços correntes – 2013 29.034,21 reais
População residente 1.302.001 pessoas
População residente – Homens 620.857 pessoas
População residente – Mulheres 681.144 pessoas
População residente alfabetizada 1.159.534 pessoas
População residente que frequentava creche ou escola 394.570 pessoas
População residente, religião católica apostólica romana 662.570 pessoas
População residente, religião espírita 55.930 pessoas
População residente, religião evangélicas 422.455 pessoas
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes – Rural 510,00 reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes – Urbana 730,00 reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio – Rural 2.199,39 reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio – Urbana 4.162,08 reais

Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística