AGUA-FRIA

ÁGUA FRIA DE GOIÁS

Histórico

Teve a sua origem na “Fazenda Beco” que posteriormente foi denominada “Fazenda da Água Fria”, devido à existência de um pequeno riacho que possuía água muito fria.

Segundo informações da Secretaria da Educação do Município, Água Fria de Goiás teve seu início com a chegada de posseiros, vindos das fazendas vizinhas, na década de 1940. Os primeiros habitantes foram os senhores João Cabrito e família, Sebastião Paiva, Dona Senhorinha, Sinhana e Esposo, Tomás Batista, Vicente Ribeiro, Rufino e Agripina, Gerônimo Ribeiro e Pedro Antônio, dentre outros que fizeram parte da formação do Povoado.

Na década de 1950, pessoas de Minas Gerais vieram atraídas pelas terras propícias para criação de gado e produção de cana de açúcar, matéria prima usada para a produção do açúcar, da pinga e da rapadura, que faziam parte da economia da região. Neste grupo, destacou-se o Senhor Elói Pinto de Araújo, que muito contribuiu para formação do povoado de Água Fria.

O Senhor Elói Pinto de Araújo, mapeou os lotes e as ruas no Município de Água Fria, onde foram construídas habitações de madeira, pau-a-pique e palha. Estas terras, deixadas pelo senhor Elói como herança, foram doadas por seu herdeiro aos posseiros, e de maneira ordenada o povoado foi crescendo. Mais tarde, as terras foram legalizadas como patrimônio municipal.

Com a criação de uma olaria, as habitações passaram a ser feitas de adobes e telhas de barro. Nesta época, utilizavam para o abastecimento, as águas do Riacho Água Fria e do Rio Salobro, e de alguns regos (pequenos fluxos de água).

Devido à grande facilidade para a produção de algodão, desenvolveram-se largamente as produções artesanais de tecidos, utilizando para isto instrumentos rudimentares como rodas, fusos, cardas, descaroçadores e teares de madeira, tornando-se autossuficientes neste artigo.

Nesta época, como não havia comércio local, e com a escassez da moeda oficial, os habitantes praticavam o escambo e se organizavam em caravanas compostas por cargueiros em lombo de burros, cavalos e por carros de bois, com destino a cidades mais adiantadas, como Catalão, Uberaba, Corumbá, Pirenópolis, Planaltina, Formosa e Santa Luzia (hoje Luziânia), levando açúcar e toucinho para vender e obter dinheiro para comprar sal, café, tecidos finos, ferramentas e remédios.

Estas caravanas eram compostas por 10 a 12 homens que na maioria das vezes levavam de 15 a 20 dias para chegarem aos destinos. Como não havia pontes, ficavam, muitas vezes, à beira de algum rio, esperando as águas baixarem para seguir a viagem.

A religião que predominava, nesta época, era a católica. Logo veio a criação da paróquia “Nossa Senhora de Fátima”, atual padroeira do município, onde, desde então são feitas as novenas com nome “Pouso de Padre”, devido ao padre vir uma vez no ano.

Na década de 1950, foi fundada, pelo Professor Erasmo de Castro, a Escola Reunida do Povoado de Água Fria, hoje Colégio Estadual de Água Fria.

Gentílico: água-friense

Formação Administrativa

Anteriormente, o povoado pertencia ao Município de Planaltina de Goiás.

O Município foi criado pela Lei nº 10.399 de 30 de dezembro de 1987, desmembrado do Município de Planaltina.

 

Síntese das Informações

Área da unidade territorial – 2015 2.029,416 km²
Estabelecimentos de Saúde SUS 3 estabelecimentos
Índice de Desenvolvimento Humano Municipal – 2010 (IDHM 2010) 0,671  
Matrícula – Ensino fundamental – 2015 887 matrículas
Matrícula – Ensino médio – 2015 171 matrículas
Número de unidades locais 50 unidades
Pessoal ocupado total 428 pessoas
PIB per capita a preços correntes – 2013 30.796,14 reais
População residente 5.090 pessoas
População residente – Homens 2.731 pessoas
População residente – Mulheres 2.359 pessoas
População residente alfabetizada 3.982 pessoas
População residente que frequentava creche ou escola 1.446 pessoas
População residente, religião católica apostólica romana 3.925 pessoas
População residente, religião espírita 35 pessoas
População residente, religião evangélicas 936 pessoas
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes – Rural 340,00 reais
Valor do rendimento nominal mediano mensal per capita dos domicílios particulares permanentes – Urbana 337,50 reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio – Rural 1.717,58 reais
Valor do rendimento nominal médio mensal dos domicílios particulares permanentes com rendimento domiciliar, por situação do domicílio – Urbana 1.639,38 reais

Fonte: IBGE – Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística

Informações atualizadas em setembro/2016