THE é uma das piores cidades do país em ranking sobre cuidados com saneamento básico

By 8 de dezembro de 2016Destaque, Notícias Nacionais

Foto: Reprodução

Índice classificou a cidade de Teresina com pontuação de 0,512 – faixa D

Teresina é a 90ª cidade do Brasil no ranking sobre os cuidados com saneamento básico. O Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur) e a PwC criaram o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU) a partir dos dados coletados na base de 2014 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), que, das 92 cidades brasileiras mapeadas, apontou a capital piauiense como uma das piores em limpeza urbana.

Passada quase uma década após a instituição da PNRS, muitos municípios ainda não implantaram da forma correta um plano municipal de gerenciamento Piauí de resíduos sólidos urbanos e convivem com lixões a céu aberto, como é o caso da capital do . O estudo do ISLU gerou resultados em 1.721 municípios brasileiros com base nos critérios da PNRS e criou um termômetro que aponta para os problemas e as soluções de cada local, caso a caso, com pontuação de zero a um. Quanto mais próximo de 1, maior é a aderência do município a PNRS. Teresina registrou nota de 0,512 no ISLU. Entre as cidades pesquisadas no Brasil com população acima de 250 mil habitantes e em comparação com as capitais nordestinas, Teresina tem a classificação mais baixa da análise.

“O objetivo do ISLU não é ser um ranking de cidades limpas x cidades sujas. Os resultados dessa análise servirão de insumo para os gestores públicos e privados de limpeza urbana, assim como associações e a sociedade em geral, a tomarem as medidas necessárias a fim de atender as exigências da PNRS e fomentar um ambiente sustentável e saudável em seus municípios aos munícipes”, afirma Ariovaldo Caodaglio, ex-presidente do Selur e, atualmente, consultor do SELUR.

Para chegar aos resultados do ISLU, quatro dimensões foram levadas em consideração. São elas: engajamento do município (população atendida x população total); sustentabilidade financeira (despesas com a limpeza urbana x despesas totais); recuperação dos recursos coletados (material reciclável recuperado x total coletado) e impacto ambiental (quantidade destinada incorretamente x população atendida). Esses critérios foram escolhidos por meio de interações estatísticas com a mesma metodologia de cálculo utilizada pela ONU para o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

O ISLU classificou a cidade de Teresina com pontuação de de 0,512 – faixa D. Este nível é considerado baixo entre as capitais brasileiras (a média das capitais é em torno de 0,65 – classificação C). Os resultados que explicam essa nota baixa para Teresina, de acordo com o estudo, se devem, basicamente: ao baixo nível de reciclagem da cidade (segundo o SNIS, menos de 1% do total coletado é recuperado) e à destinação inadequada dos resíduos para o lixão, ao invés de ir para o aterro sanitário. Medidas como manejo de águas pluviais urbanas, o tratamento e distribuição de água, o tratamento de esgoto, o gerenciamento dos resíduos sólidos e descarte adequado do lixo podem evitar, por exemplo, a proliferação de vetores de doenças, como exemplo o Aedes aegypti que transmite a dengue e o zika vírus.

Lei nº 12.305/2010

A fim de enfrentar as consequências sociais, econômicas e ambientais do manejo de resíduos sólidos sem prévio e adequado planejamento técnico, a Lei nº 12.305/2010 instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada pelo Decreto Federal 7.404/2010.

Fonte Portal AZ

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