Teresina ocupa a posição 90, entre 92 cidades brasileiras

By 7 de dezembro de 2016Destaque, Notícias Nacionais

Imagem Divulgação

A capital do Piauí é um exemplo de cidade que ainda convive com lixões a céu aberto

Com quase uma década de existência, a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), regulamentada pelo Decreto Federal 7.404/2010, surgiu com objetivo de enfrentar consequências sociais, econômicas e ambientais a respeito do manejo de resíduos sólidos no Brasil. Percebendo que muitos municípios ainda não implantaram de forma correta um plano municipal de gerenciamento de resíduos sólidos urbanos, o Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana (Selur) e a PwC criaram o Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU) a partir dos dados coletados na base de 2014 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), que apontou Teresina como a 90ª cidade, entre 92, na posição do ranking sobre os cuidados com saneamento básico.

A capital do Piauí é um exemplo de cidade que ainda convive com lixões a céu aberto. O estudo do ISLU gerou resultados em 1.721 municípios brasileiros com base nos critérios da PNRS e mapeou os problemas e as soluções de cada local, pontuando de zero a um. Quanto mais próximo de 1, maior é a aderência do município a PNRS. Teresina registrou nota de 0,512 no ISLU. Entre as cidades pesquisadas no Brasil com população acima de 250 mil habitantes e em comparação com as capitais nordestinas, Teresina tem a classificação mais baixa da análise.

Quatro dimensões foram levadas em consideração para atingir os resultados do ISLU: engajamento do município (população atendida x população total); sustentabilidade financeira (despesas com a limpeza urbana x despesas totais); recuperação dos recursos coletados (material reciclável recuperado x total coletado) e impacto ambiental (quantidade destinada incorretamente x população atendida). Esses critérios foram escolhidos por meio de interações estatísticas com a mesma metodologia de cálculo utilizada pela ONU para o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano).

“O objetivo do ISLU não é ser um ranking de cidades limpas x cidades sujas. Os resultados dessa análise servirão de insumo para os gestores públicos e privados de limpeza urbana, assim como associações e a sociedade em geral, a tomarem as medidas necessárias a fim de atender as exigências da PNRS e fomentar um ambiente sustentável e saudável em seus municípios aos munícipes”, afirma Ariovaldo Caodaglio, ex-presidente do Selur e, atualmente, consultor do SELUR.

Essa nota baixa para Teresina, de acordo com o estudo, se devem, basicamente: ao baixo nível de reciclagem da cidade (segundo o SNIS, menos de 1% do total coletado é recuperado) e à destinação inadequada dos resíduos para o lixão, ao invés de ir para o aterro sanitário. Medidas como manejo de águas pluviais urbanas, o tratamento e distribuição de água, o tratamento de esgoto, o gerenciamento dos resíduos sólidos e descarte adequado do lixo podem evitar, por exemplo, a proliferação de vetores de doenças, como exemplo o Aedes aegypti que transmite a dengue e o zika vírus.

Algumas soluções para Teresina seriam o aumento para 40% o total de reciclagem dos seus resíduos coletados, destinação adequada de todos os seus resíduos coletados para o aterro sanitário e a implementação de 40% das políticas de reciclagem e destinação adequada dos resíduos coletados. Tudo isso já retiraria a capital da baixa posição no Índice.

Fonte: Capital Teresina

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